O acúmulo de objetos pode significar muito mais do que apego

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 A Martins Fontes – Selo Martins lança, com exclusividade, a obra Os Objetos e a Vida: reflexões sobre as posses, as emoções, a memória”, do italiano e professor de psicologia Giovanni Starace. No contexto, o leitor terá a oportunidade de conhecer motivos pelos quais preservamos objetos em nossas vidas, por diversos motivos, assim como o que eles podem representar sobre nossas características e personalidades. Abaixo segue o release editorial:

 Os objetos e a Vida: reflexões sobre as posses, as emoções, a memória

Qual a importância dos objetos na nossa vida? Quem não guarda algo com ciúmes? Quem já não quis remover tudo da casa de uma pessoa querida que se foi? Quem, ao menos uma vez, não decidiu começar uma coleção? Em que medida isso representa uma materialização da nossa memória? Os objetos são espelho do que somos e do que fomos; das pessoas que povoam a nossa existência e das que nos acompanharam em fases da vida. Por meio dos objetos, todos nós desenhamos traços importantes da história pessoal: testemunhos concretos, fragmentos ou relíquias, documentos e evidências, todos marcados por investimentos simbólicos mutáveis no tempo. Os objetos materiais, de fato, são parte integrante da nossa vida psíquica e emotiva, contribuem para construir a nossa personalidade, participando da formação do nosso caráter, de diversas maneiras, conforme a fase da vida.

Por que guardamos? Por que jogamos fora? A posse dos objetos garante uma continuidade da própria pessoa ao longo da vida; onde se dispersam – como ocorre nas calamidades naturais –, os objetos tornam-se testemunhas da ruptura da integridade da pessoa, mas, em outros casos, a sua eliminação pode representar também uma tensão libertadora que coincide com a vontade de dar espaço a novas experiências. Os objetos seguem de perto as relações de amor, marcam as histórias familiares. Aqueles que pertenceram a pessoas que já se foram ficam na vida de alguns tanto quanto ou mais do que a memória da própria pessoa. Em torno do tema da nossa relação com os objetos que povoam a vida, Giovanni Starace compõe uma narrativa rica, intensa e de leitura muito agradável, graças a um amplo espectro de referências à literatura psicanalítica, antropológica e sociológica que, de modo feliz, se revezam com citações literárias, breves alusões a quadros clínicos e a fragmentos autobiográficos. Um livro denso e apaixonante destinado a despertar uma imediata identificação em seus leitores, porque entra em contato com algo que diz respeito a cada um de nós.
Sobre o autor: Giovanni Starace ensina psicologia clínica na Universidade Federico II, em Nápoles. É membro regular, com funções de formação, da Sociedade Italiana de Psicoterapia Psicanalítica. Entre as suas publicações estão as seguintes obras: Le stories, la cúria. Psicanálise e mutamento [As histórias, a história. Psicanálise e transformação] (Marsilio, 1989); Vite incerte. Giovani, droga, comunità [Vidas incertas. Jovens, droga, comunidade] (l’ancora del mediterraneo, 2000); Il racconto della vita. Psicoanalisi e autobiografia [A narrativa da vida. Psicanálise e autobiografia] (Bollati Boringhieri, 2004).

Ficha Técnica:

Obra: Os objetos e a vida: reflexões sobre as posses, as emoções, a memória
Autor: Giovanni Starace / Editora: Martins Fontes – Selo Martins
Coleção: Dialética / Páginas: 200
Ano de Publicação:  2015 / Edição:

Valor: no prelo – previsão de lançamento durante a Bienal Internacional do Livro – Rio

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